
Loading summary
A
Eu vou bater minha meta, eu quero o meu variável, até o vendedor, o variável não é só o que mais motiva, o vendedor tem aquele sentimento de cara, eu vou ser o cara que eu conseguir, me dá a meta batida. A hora que você vai entender que se você não olha pra tua operação pra ver quem que é o cliente que realmente te gera receita, te gera retorno, e você não devolve essa informação também pro marketing, Passar para o vendedor, a galera que realmente faz mais sentido, o vendedor vai bater meta e a empresa não vai conseguir sair do lugar. A lógica que a gente sempre repetiu antes de inteligência artificial, não adianta você escolher o CRMA ou OB se você não tiver antes bons processos, um bom alinhamento, um bom entendimento do que precisa ser feito, como precisa ser feito, quem vai ser feito.
B
Toda semana a gente começa com aquela esperança, né? Será que alguém vai compartilhar no LinkedIn o hack perfeito? Será que vai aparecer o playbook pra eu fazer download? Ou eu vou assistir aquele vídeo das 5 coisas mágicas que eu posso implementar na minha operação pra acelerar o resultado e bater as minhas metas do ano? Infelizmente, não é assim. É o nosso dia a dia na operação de venda, certo? Hoje nós vamos falar com um cara que é o caçador de gurus de vendas. Ele é o anti-guru de vendas. Eu sou apaixonado pelo termo dele e criou, inclusive, até um mascote, o Revolts. Já já a gente vai falar aqui do nosso convidado de hoje, mas só para me apresentar, caso vocês não lembrem de mim, eu sou o Gustavo Pagotto, fundador da Pipe Lovers, embaixador do Zou CRM e host aqui do Vamos de Vendas. Esse que é um podcast dedicado para você que quer levar a sua operação para um outro nível, para um outro patamar E a gente vai trazer sempre, em cada episódio, pessoas que vão estar aqui trazendo a sua bagagem prática, do mundo real, quem vive de verdade a aceleração de operações de vendas, em pequenas, médias, grandes empresas, mas que sempre vai trazer conteúdo muito prático. pra vocês aplicarem. Ponto importante, toda semana tem um novo episódio aqui do Vamos de Vendas, então não deixe de favoritar aí o nosso canal, acionar o sininho pra sempre que sair um novo episódio, pra que você seja o primeiro a saber e poder consumir o nosso conteúdo. E também não deixa de seguir a gente nas redes sociais, arroba Vamos de Vendas Podcast, arroba Zorro Brasil e eu sou o arroba Gu Pagotto. Beleza? Nosso convidado de hoje é ele, Fábio Duran, co-founder e CEO da 8D Hubify. Ele que agora entrou numa onda de comprar empresas, M&A, fusões, aquisições. Grande parceiro nosso lá na Pipe Lovers. Fábio tem uma longa experiência em marketing e vendas e já vem há muito tempo com o business de agência de revenue operations. Fabião. Grande prazer ter você aqui, cara.
A
Prazer é meu, uma admiração enorme por ti como profissional, pela empresa, por todos os teus projetos, então tô muito contente de estar aqui pra gente bater um papo.
B
Muito bom, cara. Animado com o nosso papo de hoje aqui. Pra gente começar, pra quem eventualmente esteja dentro de uma... Caixa Preta, não anda estudando muito sobre marketing e vendas, mas cara, conta um pouco da sua trajetória e principalmente, cara, o que vocês andam fazendo na 8D Hubify, que recentemente fez uma fusão ali com a Dialeto, trazendo também o business de PR pra dentro. Conta um pouco pra gente do seu contexto e do business.
A
Legal. Bom, pra quem não me conhece, eu comecei a trabalhar com marketing digital em 2011 pra 2012. Eu era um advogado, tava advogando no escritório, aí um amigo me convidou pra investir numa startup chamava Elefante Verde. E fui investir, seis meses depois tava lá na operação e tive que aprender marketing digital. para poder vender mais ali o nosso produto. Foi uma grande escola. Em 2016, a gente abriu uma agência. Então, a gente fez um pouco o caminho contrário. Tinha uma startup, depois a gente abriu uma agência.
B
Ficou tão frustrado com as agências que tinham por aí, falou, deixa eu abrir minha agência, deve ser um bom business. Demanda tem.
A
Tinha muita demanda. E eu acho que uma coisa que a gente acertou muito ali foi a gente trouxe para uma empresa de prestação de serviços toda a lógica e a metodologia, a mentalidade de uma startup. A forma da gente vender e prestar o nosso serviço era muito dentro dessa lógica. Ali naquela época a gente tinha os ecossistemas de Raw Content, RD Station, meio que democratizando o acesso ao inbound e a gente pegou emprestado essa lógica para uma empresa de serviço. Tanto que a agência deu tão certo nos dois primeiros anos que a gente matou a elefante verde, a plataforma, e seguimos a vida como agência. E aí já pegando o gancho da onde vem o Revops, em 2019 eu tive um papo com a Juliana Tubino, na época ela tinha um cargo de CRO, Chief of Revenue Officer. E aí eu perguntei pra ela, que que é esse negócio aí, essa sigla, né? Aí ela me explicou o que era Revops. Eu fiquei olhando aquilo e falei, cara... Existia muito na época aquela discussão do marketing contra vendas. Pô, o que a agência de marketing tem que se comprometer? Entregar o lead. Ah, é o lead qualificado, mas o vendedor não vendeu. A hora que eu vi, cara, revólver. Eu falei, cara, isso daí é o que vai fazer a diferença. Isso pode ser uma coisa que a gente pode pegar. E na época as empresas já estavam se consolidando. Empresa que tinha automação de marketing, agora com CRM. As empresas já estavam começando a criar ferramentas ali pra se complementarem pra jornada toda. Falei, cara, a gente precisa ser uma agência de revops. Primeiro a gente tentou fazer internamente, então a gente começa também a querer prestar serviço de CRM. Muito difícil você querer começar algo novo, um departamento novo dentro da empresa, então a gente não conseguiu, porque você tá focado muito naquilo que tá te trazendo leite, né? Brincar com a vaca leiteira. A gente entende também que M&A seria uma opção e aí a gente contrata uma consultoria em 2021 e em 2022 a gente tem a oportunidade de sentar ali com o Marcão da 8D Pro e a gente começa a ver que tem sinergia. tem uma similaridade muito grande de valores, tinha uma complementariedade, o Marcão tinha uns cases muito legais de CRM, de conversacional, e a gente decide juntar as duas agências, então final de 22 para 23, com cases e produtos de marketing, vendas e pós-vendas, a gente cria a primeira agência de revolves aqui no Brasil.
B
E aí, como que vem sendo essa jornada? Não é que o cara acorda de manhã e fala, ah, estou procurando uma agência de revops. Semana passada, inclusive, a gente estava gravando um conteúdo junto com o Marcão, e ele mostrando a curva de buscas no Google sobre o termo revops. Até então era pouca coisa, de repente... acho que passou daquela hype inicial de tipo, aconteceu lá nos Estados Unidos, algumas empresas agora tem o tal do CRO, acho que agora o pessoal tá internalizando que precisa implementar isso de fato e não sabe, acho que é aí onde vocês estão posicionados, certo?
A
Sim. 2023 ou 2024, se eu não me engano, os anúncios de emprego no LinkedIn, o revólver foi um dos que mais cresceu, teve um impacto muito grande. Eu acredito que hoje o Revops, ele vive o que o CS viveu mais ou menos há uns 10 ou 15 anos. É algo novo, criado ali no berço dessas empresas novas de tecnologia, startups, scale-ups, pra atender uma necessidade Não é necessariamente completamente novo, porque você vai observar empresas, o Marcão tem muito exemplo da própria Magalu e a Luiza Trajano, né? Ela olhando pra operação de pós-vendas com uma lógica de que aquilo seja integrado com marketing e vendas pra trazer mais receita. Só que a gente tá num momento que ele deixa de ser hype, porque não é tão novidade, na bolha, pra ver se a metodologia ela se consolida. pra vir a ser algo realmente consolidado, como ficou o CES, que ele vai se tornando cada vez mais essencial pra quem quer colocar a empresa nesse novo lugar, nesse novo mundo que a gente tá vivendo hoje. Revolpes é sobre crescer, gerar receita de forma eficiente e previsível. Assim, num mundo onde tá cada vez mais caro gerar lead, o dinheiro tá mais caro de tudo quanto é forma depois da pandemia, A gente vira ciclo anual com o CFO cortando orçamento e CEO pedindo pra você aumentar a meta. Cara, não tem metodologia, mentalidade melhor pra tá dando uma empresa hoje do que você implementar revops. Agora, pra implementar, tem toda a sua complexidade ali.
B
Agora, cara, olhando dentro dessas suas jornadas, a primeira vez que você ouviu falar de RevOps ou Revenue Operations foi em 2019. Em que momento que você percebeu que, de fato, precisava existir uma área, um fato que no final acaba sendo uma área de Revenue Operations? que deveria orquestrar tudo isso, não dava para viver de projetos ou iniciativas pontuais. Ah, o marketing implementou não sei o quê, o pós-vendas implementou não sei o quê, implementamos uma nova ferramenta. Em que momento que você concluiu, teve algum fato, teve algum episódio que te marcou, que te disse, realmente esse conceito de operações de receita, de revops, vem para transformar o mercado e eu vou mudar a minha empresa, o canhão para esse lado?
A
Acho que a minha própria história com o tema, de novo, um advogado que foi trabalhar com uma empresa que vendia serviço de marketing digital, que a gente escalava isso por meio de franqueados, e de repente eu como vendedor Comecei a precisar do que eu aprendi, que era lead. Eu falava pro meu sócio Caio na época, cara, tô precisando de lead. Aí ele, tá bom, isso aqui é uma startup, a gente não tem dinheiro infinito, você vai ter que se virar pra gerar seus leads. E aí eu comecei a gerar lead. Aí eu entendi que pra gerar o lead, era melhor eu gerar o qualificado, porque em vez de 10 reuniões pra vender uma, eu podia fazer 5 pra vender uma. E ali eu já fui, tendo que fazer as duas coisas, já fui entendendo a importância do alinhamento e de uma jornada contínua. Aí eu comecei a bater toda a meta. E eu achei, pô, agora é que a nossa empresa vai voar. E não voava. Aí a gente começa a olhar, cara, qual que é o problema? E aí eu tinha duas opções, ou eu vou brigar com quem tem que entregar, ou a gente vai, pô, é a nossa empresa, então era eu e o meu sócio. Cara, por que que a gente... Cara, quem é que tá... Quais são as vendas que a gente realizou que o cara não fica três meses? E aí você começa a entender que a gente estava vendendo completamente errado. Por quê? O que era mais fácil de eu vender, seja produto, seja o público que eu estava vendendo mais fácil, o que era mais fácil de eu gerar esse lead, era o cara que via menos valor depois na hora de ficar. Ele comprava ali no oba-oba e depois ele cancelava, ou ele não tinha dinheiro para dar atração, não tinha conhecimento. Eu acho que de tudo, sem tirar a complexidade que é vender, mas vender, você com um bom vendedor, você consegue fazer muito bem o seu trabalho. você entregar aquilo é mais difícil. E vendedor, cara, ele é movido a meta, objetivo. Você vai dar o objetivo, cara, você tem que vender cinco. Cara, vendedor bom, ele é motivado pra fazer isso acontecer. Se você não der um direcionamento pra ele, ele vai vender.
B
Se você botar na frente do cara, você vai. É o que eu tenho pra fazer agora, eu vou tentar vender, né?
A
Eu vou bater minha meta, eu quero o meu variável, eu quero... Até o vendedor, o variável não é só o que mais motiva, o vendedor tem aquele sentimento de, cara, Consegui. Eu sou foda, eu vou ser o cara que eu conseguir. Então me dá a meta dada e a meta batida. A hora que você vai entender que se você não olha pra tua operação pra ver quem que é o cliente que realmente te gera receita, te gera retorno, e você não devolve essa informação também pro marketing, passar pro vendedor, a galera que realmente faz mais sentido, o vendedor vai bater meta e a empresa... não vai conseguir sair do lugar, porque você está vendendo errado. Na verdade, você pode até regredir. Então, quando eu começo a perceber isso na minha empresa, na minha operação, e aí, sem dar nomes, eu não sabia que isso era a Revops, aí quando em 2019 eu ouço que é a Revops, eu falo, cara, é aqui. É isso pra mim que tem um potencial absurdo. dentro do mercado que você tem muita urgência, várias agências, cara. Pô, você pega... Tem ecossistema com mais de 2, 3 mil parceiros de agências. Como é que eu vou me diferenciar? Cara, eu vou me diferenciar colocando pra dentro uma metodologia que é mais complexa, é mais difícil, mas ela realmente tem o potencial de colocar as empresas que acreditam e têm maturidade pra acreditar nisso num patamar superior de crescimento sustentável a longo prazo.
B
Agora, cara, a gente tá vivendo um momento E a gente tem falado isso em vários aqui dos episódios do podcast, cara. É a inteligência de A, são várias ferramentas, é mais dados, tem muitas metodologias de prospecção, de conversão, de gestão de carteira de clientes. Ou seja, isso está mais disponível do que nunca, mas isso não significa exatamente que a empresa vai conseguir ter essa previsibilidade e ter essa eficiência que você falou. Como que entra a... Onde entra a Revops isso dentro de uma organização? Isso é um departamento? Isso é uma mentalidade? Isso é uma metodologia? Como que uma empresa que hoje opera no modelo tradicional tem um diretor de vendas, tem um diretor de marketing, tem um diretor de pós-vendas, tem uns analistas jogados ali, tem alguém do financeiro que faz um planejamento financeiro? Como que uma empresa pode se transformar olhando para uma visão de Revenue Operations?
A
Eu acho que como estrutura organizacional não existe uma única. Eu acho que as empresas estão conseguindo adaptar dado a realidade delas. Tem a que eu prefiro, mas ainda assim a que eu prefiro ela não vai funcionar melhor em todo e qualquer contexto. O que a gente percebe? E outra coisa, a gente tá falando, não é nem de uma maratona, eu tô falando de um Ironman. Isso aqui a gente tá montando estrutura pra muito longo prazo. Então assim, a gente não vai pegar no final de semana, fazer uma imersão, na segunda-feira contratar que seja o melhor analista de revólver que tiver no mercado e uma semana depois o negócio tá funcionando. Cara, não é assim. Você vai amadurecendo o negócio. Eu, pra simplificar muito uma jornada de aprendizado dentro de Revops, pra mim você tem a empresa num primeiro momento onde a Revops é suporte. Então assim, você acredita, você viu esse conteúdo, aí você tem ali um...
B
É suporte pras decisões de negócio, né?
A
Não, na verdade é suporte pra executar e tirar gargalo. Então imagina o seguinte, tem aqui revops. Ara, eu tô precisando fazer integração aqui com o meu RP do CRM. Vem revops. Ara, eu tô precisando que você avalie aqui o meu funil e você me fale onde tá o gargalo. Chama o menino do revops. Então ele geralmente começa como suporte. De repente, vai ficando...
B
É um azeitador de gargalos.
A
É, meio que um faz tudo dentro de Ops, né?
B
Conecta tudo.
A
Conecta tudo, mas ele é muito isso, ele é chamado pontualmente pra Resolvedores, que alguém diz pra ele o que ele tem que fazer. Num segundo momento, é a hora que a empresa começa a enxergar, peraí, isso aqui não é só suporte. Eu preciso ter uma lógica dentro da minha empresa onde tá tudo padronizado e integrado. Aí a Revops começa a sentar na mesa da construção do processo. da padronização, que eu acho que uma coisa super importante é, antes de você trazer qualquer tipo de tecnologia, você integrar diferentes CRMs, RPs, ferramentas que você tenha, você precisa ter um planejamento de construção da jornada, um BPMN, definição e alinhamento de conceitos, e aí isso parece meio besteira, mas pense o seguinte, Imagina que marketing chama MQL de uma coisa, a definição de MQL é uma coisa, vendas MQL é outra, completamente diferente. Imagina que hoje as empresas fazem muito M&A. A empresa A que comprou a empresa B, a definição de MQL é diferente. Como é que você quer trabalhar uma jornada única? Como é que você quer compartilhar dados para você aproveitar essa inteligência para ser mais eficiente, se cada um chama a mesma coisa de um negócio diferente? Então você tem que criar um processo único. e você tem que criar uma padronização de dados e de conceitos. Aí, no terceiro momento, Revolpes começa a sentar à mesa da estratégia. Após o momento que você tem um processo único e você implementou isso, aí Revolpes é chamada a estratégia. E aí, Revolpes pode ser... Eu já vi, e esse é o modelo que eu mais gosto. Uma diretoria de revops, onde marketing, vendas e CS fica embaixo. Um serve pra criar autoridade, gerar lead, o outro serve pra converter, e esse terceiro aqui serve pra reter e expandir receita. É o que eu mais gosto, mas não é sempre assim. Você vai ter revops como paralelo a essas três, você vai ter revops dentro de marketing, mas ele também vai até vendas. Eu acho que o importante é você entender em que momento ele entra, como ele entra, dado a maturidade que você tem ali dentro da empresa, do ponto de vista de olhar de revops.
B
E acho que nessa maturidade, no final das contas, são mais pessoas dentro dessa estrutura. Ou seja, são mais pessoas que vão estar olhando para os dados, que vão estar ajudando a conectar essas pontas, que vão estar pensando nessa estratégia. O que eu vejo de dificuldade de muitas empresas, e às vezes tem empresas que são grandes, que tem forças de vendas de 100, 150, 200 vendedores, e essa galera não tem uma área de revops ainda. Talvez esses caras estejam ouvindo a gente agora. E aí o cara não consegue justificar a alocação de mais... Pô, mas pera aí. Já tem aqui quatro caras olhando pra Revops. Por que precisa de mais gente? Eu queria que você falasse um pouco... Quais são as métricas de negócio que vão ser impactadas por ter toda essa inteligência e ter uma estrutura de Revops? As principais. Óbvio que vai mudar de negócio pra negócio, né?
A
Eu vou te falar as métricas, mas antes até pegando o gancho da pergunta anterior pra gente ir pras métricas. Revops não vai atingir o grau intermediário, o grau alto de maturidade se não for uma decisão do CEO.
B
Por quê?
A
Gargalo de revops hoje definitivamente não é tecnologia. A gente tem várias opções ótimas no mercado pra você trabalhar revops. Onde tá o gargalo? Pessoas. Ah, mas é falta de qualificação, em volume... Cara, até é um gargalo. Mas o principal gargalo é você lidar com o ego de quem tá... E o ego num bom sentido, tá? Não é pejorativo. E a questão do poder.
B
E cada um que tá tentando fazer melhor a sua parte, né?
A
Exato. E aí o lance do... A disputa por poder, a disputa por orçamento, a disputa de cara, eu penso dessa forma, você pensa da tua forma. E a gente é par, nós dois somos diretores, eu de marketing e você de vendas. Tá bom, quem vai dar a palavra final? Quem vai definir desde o que que é o MQL. Ah, mas MQL é a máquina, mas eu sou eu que estou te falando. Se eu não vejo o founder ou o CEO falando, cara, é pra ter revops e revops vai ser dessa forma. A empresa geralmente ela vai ter revops sempre como suporte. E aí você perde muito do potencial de eficiência e de crescimento previsível. As principais métricas. A lógica de revops ela começa tendo que olhar para a meta do negócio. E esse também é um grande problema hoje.
B
Tem muito negócio e não sabe qual que é a sua meta.
A
Então, cara, marketing tem que ter meta de marketing. Eu sempre dou exemplo de algumas reuniões que eu participo, com lead, com cliente, às vezes tem algumas coisas super importantes porque elas são meio que padrão no mercado. Uma vez eu tive uma empresa super grande, empresa listada em bolsa, conversando com a equipe de marketing, a gente estava falando sobre métricas de marketing, E o questionamento estava, cara, eu preciso melhorar a taxa de entrega de abertura e de clique de e-mail. e a gente já estava num momento onde a gente já tinha integrado com o RP financeiro ele mostrava pra gente qual era o e-mail que gerava mais receita, mais venda a gente não tá olhando como métrica primária abertura, entrega e clique porque eu tô vendo qual e-mail que gera mais receita, eu tô otimizando com base nessa informação mas o meu variável aqui é medido com entrega, abertura e clique mas o CFO vai gostar mais se você Não, é a abertura... Já vi de tráfego, já vi de geração de lead, em vez de olhar qual era o lead. Cara, imagina o seguinte, você tem...
B
A meta é reduzir o custo por lead.
A
Não, a meta é lead volume. E aí a gente estava num momento de stress, onde você tinha um determinado tipo de lead, era um segmento financeiro que você pode vender desde um produto de mil reais até um produto de um milhão. Cara, esse produto de um milhão vai ter um volume muito menor de lead, mas a taxa de conversão e o ROI era absurdamente bom. E o orçamento era dividido igual entre as áreas. O nosso direcionamento era, vamos focar nesses de um milhão. E a gente teve um, cara, não, volta para o volume de lead. Vendeu de 100 mil reais. Cara, mas a gente está prejudicando, mas a minha meta, o meu variável, minha promoção é em cima disso. Acontece, é raro, mas tem acontecido com muita frequência isso no mercado. Eu acho que por isso que eu te falo que é uma questão de amadurecimento dentro da empresa e uma coisa meio de top down. Geralmente as empresas mais antigas elas estão ainda muito separadas em silos. E o gargalo são as pessoas, os departamentos. É uma questão cultural. Por isso que geralmente hoje ou o founder se impõe ou não vai. A métrica tem que olhar Como é que eu tô impactando o crescimento da empresa? Como é que eu tô impactando a geração de receita? Então, se eu tenho uma empresa que fatura 15 milhões e ela precisa faturar 20 milhões no ano seguinte, quando eu vou ter discussão de marketing, de vendas ou de CES, a discussão tem que ser, cara, como é que a gente vai trazer receita dessa forma? Como é que a gente vai ajudar a esse crescimento de 5 milhões?
B
Maximizar essa receita.
A
33% de crescimento. Então, marketing. Cara, deixa eu entender. Vendas. Eu gosto muito desse jeito de fazer orçamento. Primeiro, vendas. Olha a meta da empresa. Aí ele fala, cara, pra eu vender mais 5 milhões, eu preciso que você me dê mais, no ano, 240 oportunidades qualificadas. Bem qualificadas. Cara, joga pra marketing. Marketing. A gente tá falando aí de 20 oportunidades qualificadas por mês, 1 por dia útil, tá bom. Marketing, eu preciso disso. O marketing vai olhar e falar, cara, pelo que eu tenho já aqui de experiência e olhando pro mercado, não consigo. Então a gente vai ter que reajustar. Porque eu não tenho tudo isso de oportunidade qualificada. Então a gente vai ter que trazer umas não tão qualificadas. Ou a marketing vai falar, cara, pra eu trazer essas 240, eu preciso de 3 vezes o orçamento que eu tenho, não vai rolar. Então, eu gosto dessa ideia de que vendas primeiro falam o que precisa, e aí depois marketing vai conversar, convencer, cara, vamos ver como é que eu faço, como é que eu viabilizo. E aí você vai montando, putz, talvez aqui a gente vai ter que investir mais em branding, porque se a gente não tiver mais autoridade, eu não consigo nos próximos três anos. Cara, não vai dar pra fazer só o que a gente tá acostumado a fazer, inbound. A gente vai ter que ir pra evento presencial. Aí cê vai bater na... ó, cara, sem autoridade a gente não vai conseguir furar essa bolha. Então as métricas tem que ser pra mim definidas dessa forma.
B
Agora, cara, foi até um negócio interessante que vocês lançaram recentemente, né? O Revolts, o mascotinho de vocês lá dentro da We The Hub Fi, que vem um pouco baseado na tese que eu particularmente gosto muito, que é a história de ser anti-gurus, né? Porque, cara, hoje, na internet, cara, isso até... Vocês já tinham esse discurso antes das IAs estarem super popularizadas? Hoje, cara... Qualquer um vira guru de qualquer coisa, você bota lá nas IAS e ela vai te dar essas respostas. Porque tá muito fácil dar respostas superficiais. Eu queria que você falasse um pouco na sua visão, quais são as ilusões prediletas? Quando os clientes vêm conversar com vocês, vocês têm algumas dezenas de clientes, Onde a galera tá abraçado que é uma ilusão errada em relação ao que eu deveria esperar, o que eu tô vendo que todo mundo tá fazendo, né? Porque gera fomo hoje em dia, né? Você vê as pessoas postando nas redes sociais, às vezes falando até em podcasts, algumas coisas que, cara, isso não sei se existe. Onde que o pessoal tá iludido e que depois... Dá com a cara na parede, cai no... Aí, pô, pera aí, vamos começar a colher os cartas aqui pra tentar organizar um negócio de médio e longo prazo, que eu gostei muito que você falou isso sobre uma visão. Revops é um projeto de longo prazo, tem que vir do CEO, porque de curto prazo não vai resolver tão rápido assim, né? Perfeito.
A
O hype do momento, inteligência artificial. Os gurus do momento vendem que a inteligência artificial agora você não precisa mais de ter pré-vendas, você não precisa mais ter um monte de vendedores, você não precisa mais ter equipe de marketing, você não precisa ter mais nada. Só você ter I.A. Como se fosse um botão que você aperta, passa o cartão de crédito e na semana seguinte tá fazendo prospecção ativa sozinho, tá fazendo tudo sozinho. Não é. Até pra você... Ah, então o IA não serve pra nada disso, Fábio? Cara, serve, mas existe toda uma complexidade, uma necessidade de aprofundar, de curva de aprendizagem, até efetivamente você criar algo, inteligência artificial vai te colocar num patamar superior. Ele não vai substituir, hoje ele é um ótimo assistente. Ele é um ótimo potencializador de empresas e bons colaboradores, bons profissionais. Mas ele não tá substituindo. E a hype desse momento é isso. Eu tenho visto, e isso eu vejo com muito perigo, galera cancelando plataforma, CRM, falando que vai criar o próprio ali no Lovable, no Cloud, em um fim de semana eu consigo criar o meu. Cara, olha a maluquice, você pega uma empresa extremamente Sei lá, empresas que estão há 15, 20 anos no mercado, o consumo é realmente robusto. Eu acho que a gente está vivendo hoje, o que a gente viveu há uns 15 anos, que era o sobrinho que fazia site. Não sei se você lembra. Não preciso mais de agência, meu sobrinho aprendeu a fazer site. Não preciso mais de CRM, meu sobrinho aprendeu a fazer um CRM. Eu vou começar pela questão de segurança. Primeiro que você não tem segurança de dados, que é um negócio que você fez ali sozinho pela primeira vez. Segundo que tem toda uma dinâmica de como você monta. Pode ser que ele ajude para casos específicos, mas para mim a hype do momento é achar que a inteligência artificial vai te colocar sem esforço, em dois ou três dias, no lugar seguinte. Revops, misturando com a pergunta anterior, você tem que começar olhando para quatro métricas. Retenção e expansão primeiro, tá? Por quê? Ah, mas eu preciso trazer cliente novo, senão eu não tenho o que reter. Você tem razão, mas se você não tá olhando pra quem está retendo, você não sabe pra quem vender. Você tem que trazer cliente novo.
B
Esse é o cliente bom, né?
A
Exato. Quem é que tá retendo e expandindo? Quem é que fica mais tempo comigo e compra mais de mim? Aí você informa isso pra marketing e pra vendas. Então você tem que ver expansão, retenção, geração de lead qualificado com base na expansão e retenção e taxa de conversão comercial com base em expansão e retenção com os leads que estão vindo para cá. Cara, se eu estou gerando lead bom, qual que é a minha taxa de conversão e quantos clientes eu estou vendendo novo? Isso que tem que estar hypado. Inteligência Artificial tem que vir para potencializar isso. Tem que me ajudar... Cara, o que eu gosto muito de Inteligência Artificial hoje no contexto de revops? Ele consegue acessar uma base de dados, que hoje geração de dados não é o problema. O problema é como é que você consegue acessar, transformar esse monte de dados brutos em informação acessível. Inteligência Artificial vem pra fazer isso, pra ajudar a gente a transformar tudo isso em algo útil, pra que a gente tome uma melhor decisão e coloque realmente a empresa no caminho de crescimento e geração de receita mais eficiente.
B
Legal. E pensando hoje numa... Vamos tentar pensar um caso hipotético aqui, né? Tô chegando numa empresa, eu tenho lá os meus 20, 30 vendedores. Estão com meus processos minimamente organizados e eu quero implementar inteligência artificial focado em DevOps. O que você recomendaria pra essa empresa? Por onde começar?
A
Cara, vamos lá, você tem 30 vendedores, você já tá com os processos bem organizadinhos.
B
Já tem o CRM lá que tá rodando, idealmente seja os outros CRM. Como é que, cara, cheguei lá na 8th The Hub e falei, Fábio, pô, cara, vi o podcast. Concordo contigo, acho que tem um monte de hype aqui, nós não somos os experts de IA e a gente quer olhar para os nossos processos aqui dentro de casa e queremos começar a potencializar o que a gente está fazendo aqui dentro. Onde que eu deveria colocar essa tecnologia?
A
Vou falar alguns exemplos pequenos ali até. Você pode ter inteligência artificial, existem algumas ótimas ferramentas que você vai integrar com bons CRMs como o Zorro, que ao participar da reunião, se a gente estiver falando em reunião online, ele mesmo já preenche o CRM, ele mesmo já vai apontar se você fez a qualificação correta ou se faltou alguma coisa e ele mesmo pode inclusive te indicar qual que é o melhor produto para ser vendido. Você ganha em produtividade. Essas mesmas ferramentas, num tier ali um pouco mais alto, hoje elas podem inclusive ajudar o gestor a avaliar a performance de cada vendedor. Entender onde ele tá pecando. Porque sem a inteligência artificial, como é que o bom gestor fazia? Ele pegava aleatoriamente gravações e ouvia a gravação inteira. Hoje, a inteligência artificial, ela ouve tudo. E o gestor não vai precisar ouvir nada. Como numa mágica não, mas assim, ele tem que ir programando, prompt, ajustando, teste, volta, mas a hora que a coisa fica redondinha, já retorna pra ele. Cara, esses dois vendedores tão pecando na hora de explorar a dor, esses dois vendedores tão pecando de não agendar o follow-up. E vou além, ele vai falar cara, esses dois vendedores são muito bons para essas duas pessoas, esses outros dois vendedores, a inteligência artificial te potencializa a partir do momento que ela consegue te entregar esse mar de análises e conclusões, você precisa ter um bom gestor, porque a inteligência artificial vai aprender com esse gestor o que ela pode potencializar do trabalho dele. Um outro exemplo que eu vi muito legal, uma dessas empresas de... E a, acoplada ali ao CRM, depois de um ano, é uma empresa com 120 vendedores, um ano participando de todas as calls de vendas. Qual foi o projeto que eles fizeram? Eles criaram seis pessoas, eles meio que clusterizaram, e aí você tinha desde a pessoa que contrata mais fácil, mais rápido, até a mais rabugenta. Montaram avatares, e hoje quando um vendedor novo entra, ou quando um vendedor não tá com alguma dificuldade, você vai fazer um roleplay com um avatar que em tempo real, interagindo com toda essa montanha de dados, ele vai te provocar de uma forma individual ali conforme você vai tocando a call. Com carinha, tudo direitinho. Lembra que tinha lá a diretora rabugenta, cara, que era uma diretora super difícil, com a maioria das objeções, uma pessoa que tem dificuldade com tecnologia. Eu achei isso um absurdo. Cara, olha o absurdo que você tem hoje. Ah, mas é uma ferramenta cara. Quanto que você antigamente gastava pra trazer algo de fora? Você precisa ter a experiência daquela galera também, mas ela pode trazer essa experiência hoje dentro de um contexto de dados exaustos, porque um ótimo consumidor, consultor, como é que ele ia acessar um ano de calls, todas as calls, para poder tirar os insights?
B
Humanamente é impossível fazer isso. Legal, eu acho que é bacana essa visão que você trouxe, a gente até gravou isso em outros episódios aqui. Eu preciso ter muita clareza do meu processo. As tecnologias, elas vão entrando para otimizar cada uma dessas etapas. E os exemplos que você deu aqui... é onde eu consigo capturar informação para algum gestor conseguir analisar esse dado. E acho que aí entra um pouco também do papel do gestor. O gestor tem um papel importante de gerir os vendedores, gerir as pessoas do time, e uma outra parte do tempo ele tem que estar pensando, analisando o negócio, olhando para frente. É aqui nesse momento onde a tecnologia, as IAs, tudo vai potencializar quando eu estou pensando numa estrutura de RevOps ou quando eu tenho um apoio de Revenue Operations me ajudando a tomar dessas decisões. Perfeito.
A
A lógica que a gente sempre repetiu antes de inteligência artificial, não adianta você escolher o CRM A ou B se você não tiver antes bons processos, bom alinhamento, bom entendimento do que precisa ser feito, como precisa ser feito, por quem vai ser feito. Aí você traz... Quantas vezes eu já vi empresas querendo trocar o CRM porque não tá dando certo.
B
O pessoal não tá usando.
A
Não tá usando, então, cara, aqui a gente tá com algum problema. Cara, você vai trocar o CRM, vai dar a mesma... Ah, vai pagar três vezes. Cara, o problema não tá no CRM, tá no processo. tá no alinhamento da equipe, tá na estratégia do negócio, tá no produto, inteligência artificial é a mesma coisa, não adianta você trazer um monte de coisa de inteligência, integração, se você tá com um gargalo ali de processo. Lembra que para sentar a mesa da estratégia, ele tem uma etapa anterior que é um alinhamento e uma integração entre equipes, uma unificação de dados, uma unificação conceitual, para que a jornada inteira do cliente vá de forma fluida. Então acho que é importante a gente sempre lembrar que a gente tem que ter os alicerces muito bem estruturados antes de trazer essas coisas novas.
B
Acho que teve uma próxima pergunta aqui sobre erros comuns nessas primeiras jornadas de DevOps, né? Um dos pontos que você falou que é chave é ter a participação do CEO, ou seja, o CEO, pô, ouve falar, vira um evento, não sei o que, e quer implementar esse negócio. O que você tem visto que as empresas têm tido mais dificuldade de implementar em relação a Revenue Operations? É quebrar os cilos, é organizar a informação, é ter o empoderamento, porque também tem muita empresa que não quer brigar com a área de vendas, porque esses caras que trazem a receita. Onde estão os principais erros que são cometidos por Revops? O que vocês têm recomendado para as empresas em relação a esses erros que vocês têm encontrado?
A
Eu acho que é você construir justamente essa base, que vai ser a base que você vai usar para poder fazer Revolves funcionar.
B
Base de processos e dados.
A
Processos, unificação de dados, um alinhamento entre equipes. As pessoas tem que estar compradas, elas vão trabalhar de forma integrada. Se você não faz isso, você não consegue trazer tecnologia, você não consegue vislumbrar um crescimento por conta de Revolves. Então pra mim esse é o erro mais comum. E uma vez que você começa a trabalhar com isso, você também tem que quebrar alguns vícios. Então eu vou dar um exemplo de dentro de casa. Há dois anos e meio a gente tinha clientes de social media, mas era um social media que eu aprendi a fazer lá no ecossistema, aquela coisa de três, quatro posts por mês, aquela coisinha que eu aprendi bem simples.
B
Agendamento de post.
A
É, vai lá e faz um post e tal. E eu ficava olhando praquilo e durante muito tempo eu achava que social media orgânico não funcionava. Era só métrica de ego, aquela coisa toda. E aí eu comecei a observar, cara, tem alguma coisa aí, porque as empresas grandes elas fazem, fazem bastante, fazem do jeito diferente. Isso começou a me questionar, e a maioria das agências não pega pra fazer. Ou as agências grandes pegavam pra fazer e fazem até hoje muito mal, porque ela faz pra não perder o cliente, porque ela ganha dinheiro na campanha de TV, não no social media. E aí comecei a acompanhar a Carol Lima, na época ela era da RD, depois ela foi pra loja integrada, ela já tinha passado por local web. Eu falei, cara, ela faz social media de um jeito diferente. Aí eu comecei a acompanhar o trabalho dela, tentei trazer ela pra agência duas vezes, não deu, na terceira deu certo, pra reestruturar a área do social media audiovisual. E a gente se permitiu aprender um com o outro. Da mesma forma que eu tinha os meus pré-conceitos em relação a como eu ia medir o trabalho de social media, ela tinha os pré-conceitos em relação ao que era revops e o que era performance. A hora que a gente uniu os dois conhecimentos, eu aprendi muito com ela, cara, quais métricas realmente fazem sentido olhar pra social media em relação a uma lógica de revops. O fato, e aí a gente volta pra premissas que sempre foram verdadeiras. Se você não investe em marca, você não tem autoridade, você não é lembrado, e a tua performance vai ser pior. Então, social media tem que ser medido por essa criação de autoridade, por impactar a pessoa certa, pela sua marca ser lembrada, pra que no momento adequado essa pessoa vá comprar, vá pelo menos levantar a mão você.
B
pra Quando ela chegar no momento de funil, você vai ter uma chance maior de fechar, né?
A
Então, não é... Então, social media... Eu vou medir o trabalho de social media por lead? Por levantada de mão? Não. Eu vou medir só por awareness quanto viralizou? Não. Você tem que medir em relação ao crescimento da empresa, no longo prazo, porque a gente tá falando de criação de autoridade de memória, você não tá falando de fundo de funil, então você tem que ter um projeto de longo prazo, pelo menos 12 meses, se preferir, 24, 36. E você vai olhando o engajamento, você vai olhando as menções, mas você também vai olhando como é que as pessoas vão falando. E aí não é só quantitativo, é qualitativo também. Porque quando você vai pra uma reunião e as pessoas começam a comentar da campanha, o vendedor pergunta, ele começa a falar, pô, eu vi vocês, você falou do Revolts. Cara, se você botar a hashtag do evento, você vai ver que metade das fotos da galera que foi no evento tá com o Revolts. E tá ele lá com o crachazinho da 8D Hubify. Então assim, como é que eu medi o sucesso disso? Cara, não foi por uma métrica de performance. São formas que você vai entendendo como funciona o contexto e você vai aplicando em Revops. Mas esse eu já acho que é um erro de segundo passo, já é um erro conforme você vai aprofundando. O principal erro é você não respeitar ter esse processo bem alinhado, esse alinhamento entre equipe antes.
B
Agora cara, chega nessa altura do campeonato aqui, já falamos da importância, já falamos de dados, já falamos de não ter essa superficialidade, eu acho que quem é CEO tá ouvindo a gente, quem é diretor de marketing, de vendas, de CS já tá de alguma forma convencido que precisa ter esse processo. Eu estava em um cliente semana passada e eram várias BUs de negócio, eram duas específicas que estavam se unindo e a discussão lá era Eles tinham algumas pessoas de planejamento comercial em diferentes times, né? Gente, vocês vão criar uma diretoria de Revenue Operations que tenha uma parte de Ops, que é dados, performance, etc. Uma parte de estratégia, uma parte de enablement e uma parte de insights para o negócio. E essa área vai estar ao lado de vendas, de marketing de CES, reportando para um VP lá de negócio, que era como se fosse um CRO desse business. Cara, a galera ficou meio... Como assim? Você está dizendo que... E aí, no caso, a CES estava dentro dessa estrutura. Você está promovendo o CES, você está criando uma outra diretoria, você está colocando todo mundo lado a lado. tem um impacto que também está relacionado com o contexto que a gente está vivendo hoje, que é de achatamento das estruturas. Vão ser menos aquela hierarquia de 17 níveis e vão ser menos grupos. Qual que é o benefício Ou seja, prós e contras de você ter uma área de revops que está analisando isento o negócio. Porque quando você tem uma área de revops dando suporte ali dentro do negócio, você tá puxando o cara, o cara tá me ajudando a ter mais produtividade nas coisas que eu tô fazendo. Quando você tem um revops que é uma área paralela, essa área ela tá... de certa maneira, isenta, deveria ser isenta, e pensando no melhor do business, mas ela perde um pouco da conexão do dia a dia. Quais são os prós e contras, na sua opinião, de ter as pessoas de Revops dentro ali dos times de marketing, vendas e CS, ou ter uma estrutura par dessas lideranças?
A
Eu acho que primeiro, se você tem alguém interno de cada uma das áreas, tem que tomar cuidado pra ver se o que você tem não é Marketing Ops, Sales Ops e SEOps.
B
Que é o que normalmente acontece, né?
A
Isso é uma coisa, outra coisa é ter alguém de Revops olhando cada etapa da jornada e conversando pra ver como essa informação tá fluida.
B
Porque nesse ponto você vai ter, ao invés de otimizar um subprocesso, vai estar analisando o sistema como um todo, né?
A
Perfeito. Eu gosto da ideia de você ter uma diretoria, uma vice-presidência, seja lá como é que for, de revenue, e as outras três reportarem pra ela. Mas não é todo lugar que vai funcionar assim, e na maioria das vezes não é assim que a coisa começa.
B
Até porque o sentimento de todo mundo é meio que o rabo abanando o cachorro, né? Ou é a área que planeja que me cobra a meta, na verdade, não é eu que entrego a meta que tem o suporte de alguém.
A
E aí que é o lance. Às vezes é sobre como é que você busca uma conversa e um consenso. A gente precisa ter alguém no final do dia... Não, tá bom, arbitrando. Agora, pra mim é o mais lógico que no final do dia manda quem responde por receita. Marketing. Não vai fazer nada diferente do que seja me ajudar na geração eficiente de receita dentro da estratégia da empresa. Vendas.
B
Marketing só existe porque tem um trocado pra gastar pra gerar pra receita.
A
Por isso que eu gosto mais dessa... Agora, eu vejo algumas empresas funcionando um pouco diferente, mas funcionando muito bem. A área de revólver ou paralela ou interna, mas aí você tem que ter um conjunto de fatores dentro da empresa pra isso funcionar. Primeiro, em revólver você precisa ter pessoas muito boas de relacionamento. muito boas de influência. Porque já que eu não mando, eu tenho que saber conversar e conscientizar quem tá ali do lado da mesa. Já vi interno, já vi, geralmente o revólver nasce dentro de marketing ou de vendas. Mesma coisa, você tem que conquistar o respeito dos outros pra você ganhar espaço pra influência. Porque no final do dia também, se você comunica direitinho e constrói um trabalho de laço de confiança, você tá ajudando o meu trabalho. Você vai me ajudar a vender mais, você vai me ajudar a gerar lead mais eficiente.
B
Você vai me ajudar a ser mais bem sucedido.
A
Exato, vou bater minha meta, vou ganhar mais dinheiro. Revops ele vem muito, como Marketing Ops, Sales Ops já é algo muito mais comum de ver, geralmente o Revops é como se ele estivesse integrando as duas, três coisas. Então a gente tem ótimos profissionais, muito pra olhar pra essa questão de entender onde a métrica ali tá engargalada. Aonde a gente tem hoje uma oportunidade que pouca gente tá pronta no mercado. É na análise do porquê daquilo. Cara, tá bom. Então eu sei que aqui eu tô nessa etapa do funil aqui. Legal, você tá me apontando que estatisticamente, benchmark, histórico, eu deveria estar três vezes melhor. Legal, mas por que que tá assim? Não, eu não sei. Entendeu? Outro dia eu vi numa estrutura de revólver e achei formidável. Tem economista dentro de área de revólver. Área de pricing indo pra dentro de uma área de revólver. Cara, olha a importância que você tá dando pra receber. No final, pra que serve uma empresa pagoto?
B
Porque o pricing lá dentro de finanças... Já vou voltar lá pra essa pergunta sua. O pricing lá dentro de finanças... Ele tá fazendo o EconoOff, tá fazendo a conta do Unit Economics. Ele não tá olhando o contexto de, cara, quanto que tá me custando o LEED, quanto que vai ser o meu LTV. Às vezes o preço aqui é um... É, eu baixo um pouco o preço, mas eu aumento a longevidade desse cliente, né? Ou seja, começa a ter toda a inteligência de negócio ali dentro.
A
Você modela pra entender qual que é o impacto disso na geração de receita. Qual que é o objetivo principal da empresa?
B
Dar lucro.
A
Dar lucro. E aí o que eu falo, as coisas elas são tão óbvias e a gente às vezes esquece, é importante a gente voltar. Se a gente está falando que uma empresa ela tem por principal objetivo lucrar, ainda que não precise ser nesse ano, mas em algum momento ela precisa lucrar. Posso estar queimando dinheiro, posso estar com dinheiro de investimento, posso nesses três anos estar com uma estratégia de ganho de mercado, beleza, mas em algum momento ela vai ter que lucrar. O que é lucro? É geração de receita eficiente, é crescimento eficiente. Então, por que receita não é a principal pauta de todas as áreas, de todas as diretorias? Tem que ser.
B
Receita com eficiência, né? É.
A
E é isso que é revops. Por isso que quando eu comecei a entender o que era esse negócio de revops, falei, cara, é isso que a gente precisa trazer pras empresas. As empresas falam bem menos de receita do que deveriam pra poder crescer de forma integrada, sustentável e eficiente.
B
Cara, minha última pergunta pra você já conecta com dois aspectos que você falou aqui. capacidade de relacionamento da área de DevOps e capacidade de análise crítica. Na sua visão, na sua experiência, os profissionais que vão atuar dentro de uma área de DevOps, quais são as principais capacidades, competências que eles precisam dominar para que elas consigam efetivamente ser eficientes? Você já tocou em dois aspectos. Conseguir me relacionar bem com todas as áreas que estão abaixo e conseguir analisar esses dados. O que mais?
A
Cara, eu acho que o primordial é entender de negócio, tá? Então, vamos lá. Eu preciso entender de forma geral de negócio e eu preciso entender muito bem do negócio da empresa onde eu tô. Preciso entender qual é o produto, preciso entender meus concorrentes, preciso entender de margem, preciso entender do impacto de A ou de B no final do resultado da empresa. Eu preciso entender, porque se eu não entendo isso, Como é que eu vou decifrar as possíveis causas para aquele gargalo em uma taxa de conversão e determinar o momento do funil ou da jornada? Como é que eu vou poder olhar para aquilo e entender? Tá bom, o problema é esse, mas como é que eu vou vislumbrar as potenciais saídas? E isso eu vejo que é o principal gargalo na maioria dos casos, porque eu tenho de repente ótimos estatísticos, tem ótimas pessoas para olhar funil, ótimas pessoas para configurar plataformas, mas ela não entende qual o impacto daquilo no negócio. E aí você não extrai o máximo de uma plataforma se você não souber como é que você precisa configurar uma plataforma para gerar aquele resultado no negócio. Então acho que hoje o principal gargalo acaba sendo a falta de entendimento de negócios, de viver negócios assim mesmo.
B
Fico muito feliz de ouvir isso porque o nosso mantra na Pipe Lovers é sucesso em vendas é resultado de evolução diária e a nossa primeira dimensão de aprendizado é Entendimento de negócio, porque isso é o que leva mais tempo. Isso é o que as pessoas têm dificuldade de absorver. A gente começou falando aqui sobre hacks de vendas, cinco formas de os gurus. Isso leva tempo pra você dominar um negócio, você vai ter que ver vários ciclos econômicos. A gente tá vivendo agora a reconstrução dos modelos de negócio baseado em inteligência artificial. Quem já viveu eu no começo da minha carreira, eu vivi a construção dos modelos de SaaS. Que era sair do modelo que você vendia na cabeça, que você viveu de uma assinatura, agora a gente tá saindo do modelo de assinatura para o modelo de consumo. Quem já viveu isso uma vez, conseguiu passar por essa transição. Quem tá vivendo isso pela primeira vez, vai aprender e vai ganhar essa bagagem pra novas discussões mais pra frente. Então, muito legal desse aspecto que você trouxe. E estamos chegando no final, cara. Pô, passou voando aqui o nosso tempo. Antes da gente terminar, Fabio, eu queria... Cara, muita gente deve estar curioso pra trocar mais ideia contigo, conhecer o The Hubify. Quem quiser falar contigo, qual a melhor forma de te encontrar?
A
Cara, eu... Sou bem ativo no LinkedIn, Fábio Duran, da With The Hubify no LinkedIn. Instagram tem alguma coisinha ali, é arroba Fabito Duran. Acho que são os dois principais canais ali pra acompanhar o Fábio. Da With The Hubify tem o YouTube, a gente tem o No Time For Gurus, tá na terceira temporada. Conteúdo muito legal, a última temporada ficou assim, espetacular. A gente tem alguns conteúdos sobre revops muito legais. Tem conteúdos que a gente trouxe sobre liderança positiva, conteúdos sobre media out of home, como é que isso integra em revops. A gente já começava a falar muito, até por conta da fusão com a dialeto, onde entra pior dentro da lógica de revops. Então tem muita coisa legal também ali pra sair.
B
Legal, cara. Muito bom. Parabéns por tudo que você está construindo. Pô, sou super fã dos caras. Todos ali, além de caras incríveis, muita gente boa, muito inteligentes e excelente conhecimento de negócio. Então fica a dica aí quem não conhece a 8D Hubify. Procura os caras pra trocar uma ideia. E estamos chegando naquele momento que eu brinco aqui que se você chegou até aqui no episódio, você não vai conseguir absorver nada disso se você não tirar um print da tela aí. Tira um print, tira uma foto, posta nas suas redes sociais, marca lá o Fábio, me marca, marca o arroba vamos de vendas podcast, arroba zorro Brasil. A gente quer saber o que vocês estão achando aqui dos nossos episódios para que a gente possa melhorar cada vez mais e trazer conteúdos de cada vez mais qualidade, cada vez mais profundos, como foi o que a gente teve aqui. com o Fábio hoje. Combinado? Por hoje a gente fica por aqui, semana que vem tem mais e vamos de vendas.
Host: Gustavo Pagotto
Publicado em: 03/08/2026
O episódio explora, em tom prático e descontraído, a verdadeira essência da área de Revenue Operations (RevOps) sem recorrer a fórmulas mágicas ou “hacks de vendas”. Gustavo Pagotto recebe Fábio Duran, CEO da 8D Hubify, para discutir como criar operações de vendas rentáveis, superando modismos e evitando armadilhas de “gurus”. O papo destaca que RevOps é um caminho de consistência, alinhamento estratégico e visão de longo prazo — não uma solução plug-and-play baseada em tendências passageiras como inteligência artificial ou hacks duvidosos.
[03:22]
“A gente trouxe para uma empresa de prestação de serviço toda a lógica de uma startup... E aí, já pegando o gancho de onde vem o RevOps...”
— Fábio Duran [04:00]
[06:28 – 08:46]
“RevOps é sobre crescer, gerar receita de forma eficiente e previsível... Não tem metodologia melhor pra quem quer escalar.”
— Fábio Duran [07:42]
[09:34 – 12:47]
“O vendedor vai bater meta e a empresa não vai conseguir sair do lugar... porque você está vendendo errado.”
— Fábio Duran [11:37]
[13:44 – 17:13]
“Antes de trazer tecnologia, você precisa ter planejamento de jornada... definição e alinhamento de conceitos.”
— Fábio Duran [15:16]
[18:05 – 22:09]
“RevOps não vai atingir grau alto de maturidade se não for decisão do CEO.”
— Fábio Duran [18:10]
[23:30 – 26:59]
“Como se fosse um botão que você aperta, passa o cartão e está tudo resolvido... Não é.”
— Fábio Duran [25:12]
[28:01 – 32:34]
“A inteligência artificial vai aprender com esse gestor o que pode potencializar.”
— Fábio Duran [29:58]
[33:35 – 38:15]
“Se você não investe em marca, você não é lembrado e sua performance vai cair.”
— Fábio Duran [36:16]
[40:36 – 44:55]
“No final do dia manda quem responde por receita... Marketing só existe pra gerar receita.”
— Fábio Duran [41:56]
[45:11 – 46:58]
“Não adianta só saber configurar plataforma, tem que entender o impacto no negócio.”
— Fábio Duran [46:14]
Esse episódio desconstrói o “guru” das vendas e mostra, com exemplos diretos e linguagem acessível, que crescer de maneira lucrativa depende de integrar pessoas, processos, dados e cultura — e não de atalhos. RevOps é sobre visão de negócio, eficiência e sustentabilidade, colocando receita e retenção no centro das decisões e conectando marketing, vendas e pós-venda em torno de objetivos comuns.