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A gente sentou pra conversar sobre cinebiografias.Não aquelas que tocam os maiores sucessos enquanto a família do músico aprova o corte final. Estávamos pensando nas que realmente funcionam como cinema. As que não parecem um artigo da Wikipedia com música de fundo.Tudo começou porque fomos ver o filme do Michael Jackson. E isso acabou virando uma discussão sobre por que é tão raro esse gênero produzir algo que sobreviva além da nostalgia e da imitação.No meio do caminho, esbarramos em Tiptoes. Um filme de 2002 que eu sinceramente não sei como foi aprovado, financiado ou filmado.Matthew McConaughey e Gary Oldman parecem estar em filmes completamente diferentes. E talvez isso seja justamente o que torna a experiência tão fascinante.Também falamos de dois filmes recentes que capturam um tipo muito específico de desconforto humano de um jeito quase doloroso.Se você gosta de cinema, música, ou só de ouvir duas pessoas tentando entender decisões absurdas de Hollywood, dá o play.

Recebi o Thiago Martins em casa pra um papo longo e sem roteiro. A gente passa por tudo: a época da MTV Brasil, a criação do Fudêncio e Seus Amigos, o impacto da inteligência artificial na animação e na publicidade, e o peso real de chegar aos 50 anos.No meio disso tem histórias de rave, LSD, ayahuasca, bastidores de TV e aquelas conversas que começam num tema e terminam em outro completamente diferente.E como é ao vivo, existe sempre a chance de a gente ignorar tudo isso e passar duas horas falando de qualquer outra coisa.Se você curte animação, bastidores e conversa sem filtro, esse episódio é pra você.

Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.

Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.

Neste episódio, Iuri Piragibe apareceu para falar de uma bruxa que viu uma entidade nas costas dele, da Bucha Paulista, de sociedades discretas e do tipo de história que faz alguém olhar para a porta para ver se está trancada.Eu falei de retiro em silêncio absoluto, de virar luz, de cirurgia espiritual e dessas ideias sobre tempo que não resolvem nada, mas atrapalham bastante a falsa sensação de normalidade.O programa funciona assim. Ninguém vence debate. Ninguém traz cinco passos para prosperar. A gente conversa até aparecer alguma coisa útil no meio do exagero humano.Se isso lhe interessa, escute.Se não interessa, às vezes interessa também.

Affonso Solano passou por aqui para uma conversa que começou falando sobre silêncio e terminou em alienígenas, nostalgia cultural e o medo moderno de admitir dúvidas.No começo, nós tentamos entender por que as pessoas parecem tão desconfortáveis com pausas, conversas lentas e pensamentos que não chegam prontos. Falamos sobre a morte dos talk shows antigos, o formato dos podcasts, cancelamento de comediantes e a ansiedade constante de preencher qualquer vazio.No meio disso tudo, a transmissão caiu.Nós voltamos e continuamos exatamente de onde paramos. A conversa então foi para ufologia, tribalismo ideológico, inteligência artificial, psilocibina, filmes de franquia e a sensação de que parte da cultura atual ficou presa ao próprio passado.Esse episódio acabou virando um retrato bem honesto de duas pessoas tentando pensar em voz alta sem a obrigação de chegar a respostas perfeitas.

Oi. Essa é mais uma daquelas conversas que começam sem muito rumo e acabam passando por lugares que a gente não planeja muito. O Petry sentou aqui e a gente falou sobre bastante coisa. Ele me contou de como a vida no mato é solitária mas necessária e de como a classe média cria umas dores silenciosas que acabam sendo usadas por outras pessoas. Falamos de como é estranho nutrir algo e de repente atrair pessoas que odeiam o que você se tornou. Ele detalhou a exaustão de tentar parecer normal num mundo que exige tanta interação constante. Tem uma parte que ele fala sobre cogumelos e insetos simpáticos. Acho que você vai gostar do jeito que ele enxerga o absurdo de tentar fazer os outros rirem enquanto se sente meio deslocado do resto do mundo. É o décimo episódio nosso. Espero que o seu fim de semana seja gentil. Pega um café.

Esse episódio começa em um lugar simples: por que alguém entra em um culto?E termina em um lugar menos confortável: talvez ninguém entre achando que está entrando.Eu e o Adriano falamos sobre filmes onde a sensação de pertencimento vira armadilha.Midsommar, O Bebê de Rosemary, O Mestre, De Olhos Bem Fechados.Tem também uma parada estranha no começo com The Sadness, que talvez seja só sobre violência… ou talvez não.No meio disso tudo, uma ideia começa a aparecer:Religião não é o oposto de culto.É um culto que venceu.Se você já teve aquela sensação de estar em um lugar onde todo mundo parece saber de algo que você não sabe…esse episódio é sobre isso.

Eu ando pensando em algumas coisas e achei que seria um bom momento para colocar isso para fora. Falei um pouco sobre o que eu pretendo fazer com esse canal daqui para frente, e também sobre uma música nova que eu lancei que vocês podem ouvir se quiserem. Acabei entrando em um assunto meio longo sobre cinema. Eu realmente não entendo essa proteção toda com o Steven Spielberg. Eu acho que ele meio que mudou as coisas para pior. Falei sobre isso por um tempo. Também li um texto que eu escrevi na minha newsletter sobre o sistema. É engraçado como as grandes corporações podem fazer o que elas quiserem e ninguém parece se importar muito com isso. Mas se um indivíduo fala algo errado ou comete um erro, a internet inteira enlouquece. É uma indignação seletiva que não faz o menor sentido para mim. E depois disso, por algum motivo que eu não lembro bem, a gente passou quase uma hora olhando fotos de atrizes tentando definir o que é uma menina padrão hoje em dia. Aparentemente ninguém tem muita certeza. É isso. O link para o meu livro e para a música nova estão soltos por aí. Eu espero que os próximos dias tratem vocês com respeito e clareza.

Se por acaso você não sabe quem é o Lourenço, ele é um cara que passou a vida inteira criando mundos. Ele desenhou alguns dos quadrinhos mais estranhos e importantes do Brasil ali nos anos 90. Depois ele simplesmente parou de desenhar e começou a escrever romances muito singulares, como O Cheiro do Ralo, que acabou virando aquele filme que muita gente viu. Ele também atua de vez em quando. Mas, mais do que qualquer coisa do currículo dele, o Lourenço é alguém com quem eu gosto de sentar para tomar café e falar sobre coisas que a maioria das pessoas tenta evitar.A gente falou sobre encarar a finitude e sobre a possibilidade de não ter nada do outro lado. Isso me marcou bastante. Eu acabei de fazer quarenta anos e a gente conversou sobre o tempo e sobre como a vida adulta vai machucando e mudando a gente. Ele me contou que voltou a desenhar usando umas canetas antigas. Falou sobre a culpa que carrega e sobre a vontade sincera de dar as próprias coisas embora. É uma conversa sobre aceitar que as coisas acabam e talvez encontrar algum alívio nisso. A gente também falou sobre tarô e percepção do mundo.Se você tiver um tempo livre hoje, acho que vale a pena escutar. Ou não, você que sabe. O importante é que a gente sentou e conversou por uma hora e pouco. Obrigado por ler isso e por continuar passando por aqui.