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O Nick Farewell apareceu com a ideia de ligar a câmera e trazer o Jucelio para a mesa. O Jucelio é um advogado que escreve e pensa muito sobre como a internet está mudando a gente. É engraçado como uma simples observação sobre pessoas paradas no metrô pode puxar um fio tão longo na cabeça humana.A conversa foi passando por essa ideia de que a gente não apenas entra na internet hoje em dia. A gente existe nela. O Jucelio chama isso de segunda alma. Ele diz que os nossos telefones são praticamente órgãos externos agora.O Nick trouxe uns pontos muito bons e nós entramos nessa viagem sobre o que acontece quando uma inteligência artificial escreve um processo judicial com letras brancas só para enganar a máquina do outro advogado. É um negócio completamente surreal.Também falamos bastante sobre o peso de ser cancelado em um lugar que simplesmente não tem um botão de apagar. A internet não perdoa e a gente ainda não sabe como lidar com isso do ponto de vista da lei.No fim a conversa foi parar em implantes neurais, singularidade e nessa sensação estranha de que talvez o futuro já tenha começado faz tempo.Eu realmente não tenho as respostas para nada disso.

Eu e o Adriano sentamos de novo naquele estúdio que ainda cheira a carpete novo para falar sobre uma coisa que, se você parar para pensar, é meio doentia: filmes onde pessoas morrem de formas criativas.O Adriano trouxe uma lista com dez filmes slasher. Eu percebi, enquanto ele falava, que o que me atrai nesses filmes não é a perfeição técnica. Na verdade, é quase o contrário. São as falhas, o baixo orçamento e aquela sensação de que o diretor estava tentando dizer algo muito sério com muito pouco dinheiro.Falamos sobre John Carpenter e Wes Craven, que são os nomes óbvios, mas também sobre Michael Haneke, que fez um filme que eu não sei se quero ver de novo, mas fico feliz que exista.No final, a gente ainda gastou um tempo considerável discutindo se Stanley Kubrick estava tentando nos avisar de algo em seu último filme antes de partir. E tem uma série polonesa sobre mandamentos bíblicos que o Adriano indicou e que parece ser a coisa mais triste e bonita que você vai ver este ano.Enfim. É só uma conversa. Se você tiver um tempo livre e quiser ouvir dois caras falando sobre o que faz um filme resistir ao tempo, o vídeo está aí. Se não tiver, eu entendo perfeitamente. A vida anda bem ocupada para todo mundo.

Eu acho curioso como a internet transformou uma coisa meio invisível em profissão. Antes você tinha gente querendo ser ator, músico, escritor. Agora existe um tipo de pessoa que passa o dia inteiro transformando a própria personalidade em arquivo público. E a pior parte é que às vezes funciona. O Miller Santos Sushi de Tigre apareceu muito na internet desse jeito que parece acidente. O que eu gosto nele é justamente que ele nunca parece totalmente confortável ali. Parece alguém que ainda olha pra tudo isso meio de lado. A gente falou sobre escrever humor, fazer stand up, inventarem histórias sobre você online, morar no interior, trabalhar nos bastidores, Hermes e Renato, Porta dos Fundos, SBT e aquela sensação estranha de perceber que desconhecidos começam a criar versões suas na cabeça deles. Em algum momento a conversa virou sobre liberdade. Ou talvez sobre aceitar que algumas pessoas vão te odiar sem motivo muito claro. Não lembro exatamente. Enfim. O episódio está aí.

Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.

A gente sentou pra conversar sobre cinebiografias.Não aquelas que tocam os maiores sucessos enquanto a família do músico aprova o corte final. Estávamos pensando nas que realmente funcionam como cinema. As que não parecem um artigo da Wikipedia com música de fundo.Tudo começou porque fomos ver o filme do Michael Jackson. E isso acabou virando uma discussão sobre por que é tão raro esse gênero produzir algo que sobreviva além da nostalgia e da imitação.No meio do caminho, esbarramos em Tiptoes. Um filme de 2002 que eu sinceramente não sei como foi aprovado, financiado ou filmado.Matthew McConaughey e Gary Oldman parecem estar em filmes completamente diferentes. E talvez isso seja justamente o que torna a experiência tão fascinante.Também falamos de dois filmes recentes que capturam um tipo muito específico de desconforto humano de um jeito quase doloroso.Se você gosta de cinema, música, ou só de ouvir duas pessoas tentando entender decisões absurdas de Hollywood, dá o play.

Recebi o Thiago Martins em casa pra um papo longo e sem roteiro. A gente passa por tudo: a época da MTV Brasil, a criação do Fudêncio e Seus Amigos, o impacto da inteligência artificial na animação e na publicidade, e o peso real de chegar aos 50 anos.No meio disso tem histórias de rave, LSD, ayahuasca, bastidores de TV e aquelas conversas que começam num tema e terminam em outro completamente diferente.E como é ao vivo, existe sempre a chance de a gente ignorar tudo isso e passar duas horas falando de qualquer outra coisa.Se você curte animação, bastidores e conversa sem filtro, esse episódio é pra você.

Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.

Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.

Neste episódio, Iuri Piragibe apareceu para falar de uma bruxa que viu uma entidade nas costas dele, da Bucha Paulista, de sociedades discretas e do tipo de história que faz alguém olhar para a porta para ver se está trancada.Eu falei de retiro em silêncio absoluto, de virar luz, de cirurgia espiritual e dessas ideias sobre tempo que não resolvem nada, mas atrapalham bastante a falsa sensação de normalidade.O programa funciona assim. Ninguém vence debate. Ninguém traz cinco passos para prosperar. A gente conversa até aparecer alguma coisa útil no meio do exagero humano.Se isso lhe interessa, escute.Se não interessa, às vezes interessa também.

Affonso Solano passou por aqui para uma conversa que começou falando sobre silêncio e terminou em alienígenas, nostalgia cultural e o medo moderno de admitir dúvidas.No começo, nós tentamos entender por que as pessoas parecem tão desconfortáveis com pausas, conversas lentas e pensamentos que não chegam prontos. Falamos sobre a morte dos talk shows antigos, o formato dos podcasts, cancelamento de comediantes e a ansiedade constante de preencher qualquer vazio.No meio disso tudo, a transmissão caiu.Nós voltamos e continuamos exatamente de onde paramos. A conversa então foi para ufologia, tribalismo ideológico, inteligência artificial, psilocibina, filmes de franquia e a sensação de que parte da cultura atual ficou presa ao próprio passado.Esse episódio acabou virando um retrato bem honesto de duas pessoas tentando pensar em voz alta sem a obrigação de chegar a respostas perfeitas.