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o cinema não espera a maturidade chegar. neste episódio, mergulhamos no fenômeno dos diretores que, aos 20 anos, já estavam entregando obras-primas que muitos veteranos levam a vida inteira para tentar alcançar. como é possível ter esse nível de visão tão cedo?além dos prodígios, o papo vai para lugares mais sombrios: discutimos a estética e o vazio das backrooms, e como a obsessão pode ser o motor (ou a ruína) de um criador.no final, como sempre, tem aquela lista de indicações de filmes para quem quer ir além do óbvio.o que você vai ver: • diretores prodígios: gênios aos 20 anos • backrooms e o medo do vazio • a psicologia da obsessão na arte • indicações de filmes (lista completa no final)se inscreva no canal para mais conversas sobre cinema, literatura e as estranhezas da mente humana.

O Franco Fanti esteve aqui no Coffee & Cigacasts. A gente começou falando sobre café que a gente nem gosta tanto e sobre a loucura burocrática de ter que justificar um centavo em editais de cinema.Mas a conversa foi para um lugar bem diferente.Ele me contou uma história sobre regressão e alienígenas que me pegou completamente desprevenido. É o tipo de relato que você não espera ouvir, mas que faz sentido quando alguém conta com honestidade.Falamos também sobre coisas muito mais pesadas. Sobre o irmão dele, o Fausto. Sobre o meu pai. Sobre o que a gente faz com as ausências e como seguimos carregando as lembranças de quem já foi.No fim, eu acabei dividindo com ele a minha experiência com meditação Vipassana. Aquele momento em que eu estava tentando encontrar silêncio absoluto e tudo simplesmente borrou de olho aberto.Foi uma conversa vulnerável, estranha em alguns momentos e muito humana.O episódio está inteiro aí.Espero que esse papo faça algum sentido para vocês.

Recebi a Paula Febbe para conversar um pouco. A gente tentou desvendar o mistério do carro da pamonha que roda São Paulo inteira. Ela acha que é uma família passando a gravação de geração em geração. Depois a conversa foi para lugares um pouco mais escuros. A Paula escreve livros de terror psicológico e atende como psicanalista. Falamos sobre Lacan e Freud e sobre como as pessoas mais perigosas são aquelas que têm certeza de que não têm problema nenhum para resolver.Discutimos alguns filmes recentes que causam desconforto e como é muito assustador você descobrir que não conhece de verdade a pessoa que dorme do seu lado. Também lembramos de umas histórias bizarras de espíritos e daquela risada inexplicável que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome gravou aqui. Foi uma conversa que foi para muitos lugares e não tentou concluir quase nada. O Coffee & Cigacasts é um pouco sobre isso. Ouve aí enquanto você lava a louça ou tenta pegar no sono.

Sejam bem-vindos ao NOTAS, o programa onde Affonso Solano (Inteligência LTDA, MRG, Bunker X), Yuri Moraes (Ben-Yur, Furo MTV, Hermes e Renato, The Noite com Danilo Gentili) Joey Ponzi (Isso Não é um Talk Show", Jovem Pan, Encaçapados) dão NOTAS para tudo. "Por quê?", você provavelmente se pergunta? "Por que não", é o que deveria se questionar. Neste NOTAS de estreia, o trio dá suas NOTAS para o Super Mario. Seus poderes profanos. Amizades duvidosas com dinossauros. Seus macacões (as roupas e aliados símios). Sua conturbada relação com o irmão Luigi. A obsessão da Nintendo em colocá-lo em qualquer esporte imaginável e a estranha normalidade de resolver problemas pulando em cima de tartarugas. Nada pode escapar de receber NOTAS.

Chegamos no CineYur 40 e decidimos transformar dois diretores chamados Quentin num campeonato de filmografia.Quentin Tarantino vs Quentin Dupieux.O episódio inteiro funciona assim.Criamos 3 rounds.No primeiro, os filmes se enfrentam por ordem cronológica. Primeiro filme contra primeiro filme, segundo contra segundo e por aí vai. Então vira coisas como Reservoir Dogs vs Steak, Pulp Fiction vs Rubber, Jackie Brown vs Wrong.No segundo round, os filmes são comparados pela função dentro da carreira de cada diretor. O filme que consolidou a identidade do autor. O mais agressivo visualmente. O mais obcecado por identidade. O mais autoconsciente. O mais claustrofóbico.E em algum momento a gente percebeu que estava discutindo The Hateful Eight vs Yannick como se isso fosse completamente normal.No terceiro round a conversa vira quase uma discussão sobre o que realmente importa no cinema.Melhor filme absoluto. Melhor roteiro. Originalidade. Personagens. Técnica. Impacto. Reassistibilidade.Cada categoria vale ponto. Vitória vale um. Empate vale meio.Só que depois de um tempo o placar começa a importar menos que a diferença entre os dois diretores.O Tarantino parece alguém tentando transformar cinema em mito moderno.O Dupieux parece alguém tentando descobrir até onde ainda dá pra brincar com um filme.E talvez o episódio tenha acabado ficando exatamente sobre isso.

luiz thunderbird no coffee & cigacasts.eu conheço o luiz thunderbird faz muito tempo. a gente já conversou bastante ao longo dos anos. mas esse episódio ficou diferente dos outros. menos personagem. menos televisão. menos história sendo contada de forma organizada.teve uma hora em que eu senti que a conversa simplesmente desistiu de tentar ser “um programa” e virou outra coisa. meio memória confusa. meio conversa cansada de madrugada. meio duas pessoas tentando entender o que aconteceu com a cultura, com a internet e talvez com elas mesmas no meio disso tudo.o thunder fala da mtv brasil como alguém descrevendo um acidente que durou anos. e talvez tenha sido exatamente isso mesmo. uma emissora feita por gente que ainda não parecia totalmente treinada para existir na televisão.a conversa passou por tv colosso, programas de madrugada, internet antiga, burnout, rock brasileiro e a sensação estranha de sobreviver tempo suficiente para ver certas coisas virarem arquivo histórico enquanto você ainda está aqui.tem episódios que parecem entrevista. esse aqui ficou com cara de conversa que normalmente aconteceria depois que as câmeras fossem desligadas. talvez por isso eu tenha gostado tanto dele.

Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.

Eu estava tentando fazer uma lista sobre filmes de aventura com o Adriano. O problema de fazer lista é que você sempre acaba tendo que justificar para si mesmo o motivo de não colocar o filme que todo mundo esperava que você colocasse. A gente falou sobre o que faz uma jornada valer a pena no cinema, sobre como é sair de casa e voltar um pouco diferente.Acabou entrando Jodorowsky, irmãos Coen e bastante Miyazaki. E a gente também falou sobre Don's Plum. Aquele filme do Leonardo DiCaprio com o Tobey Maguire que eles processaram o diretor para não sair, provavelmente porque perceberam que estavam parecendo os idiotas que eles realmente eram nos anos 90. É um filme estranho.O episódio já está disponível.

Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.

O Nick Farewell apareceu com a ideia de ligar a câmera e trazer o Jucelio para a mesa. O Jucelio é um advogado que escreve e pensa muito sobre como a internet está mudando a gente. É engraçado como uma simples observação sobre pessoas paradas no metrô pode puxar um fio tão longo na cabeça humana.A conversa foi passando por essa ideia de que a gente não apenas entra na internet hoje em dia. A gente existe nela. O Jucelio chama isso de segunda alma. Ele diz que os nossos telefones são praticamente órgãos externos agora.O Nick trouxe uns pontos muito bons e nós entramos nessa viagem sobre o que acontece quando uma inteligência artificial escreve um processo judicial com letras brancas só para enganar a máquina do outro advogado. É um negócio completamente surreal.Também falamos bastante sobre o peso de ser cancelado em um lugar que simplesmente não tem um botão de apagar. A internet não perdoa e a gente ainda não sabe como lidar com isso do ponto de vista da lei.No fim a conversa foi parar em implantes neurais, singularidade e nessa sensação estranha de que talvez o futuro já tenha começado faz tempo.Eu realmente não tenho as respostas para nada disso.