
Hosted by Inês Meneses / PÚBLICO · PT
Duas mulheres e um copo de vinho. O início perfeito para uma conversa sobre a vida, cultura, histórias e pensamento. Uma seleção de mulheres que deixam rasto, como certos vinhos. Com Inês Meneses.

Para esta conversa semanal, em que um vinho se destapa, convido mulheres que admiro e que sigo com atenção. Vemos, ouvimos, lemos e também bebemos; não podemos ignorar. A convidada de hoje é a Mariana Duarte Silva, 47 anos, mãe de três rapazes. Foi uma das fundadoras do Village Undreground, é, desde 2021, o rosto e a força da Skoola, a academia de música urbana, um projecto de impacto social que eleva a música e que fortifica a cultura, a diversidade e o espirito criativo entre jovens dos 10 aos 18 anos de todos os backgrounds sociais. A Mariana viveu em Londres, antes disso trabalhou na televisão. É feminista e activista. Gosta de ver acontecer. Já vamos a esta conversa. Deixem-me só anunciar o vinho escolhido para hoje: Terras de Felgueiras, um alvarinho branco: vinho resultante da fermentação de uvas de pelicula branca, em bica aberta. Cor cítrica. Aroma frutado delicado. Vinho muito versátil em harmonização. Acompanha bem mariscos mais intensos, peixes na brasa ou no forno, vários pratos de bacalhau, mas também massas, risotos, pizzas ou sushi. O enólogo é João Paulo Gaspar. Vamos à conversa,See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mais um Cultas e Vinho Verde, podcast do Público, e mais uma nova temporada para conversar com mulheres que admiro e que sigo com atenção. Dois copos, uma garrafa, um vinho que acaba de sair do fresco para enfrentar o calor de uma conversa. Hoje a convidada é a Isabel Nogueira: escritora, historiadora e crítica de arte contemporânea. O ensaio como escrita predominante, a importância da imagem a ocupar-lhe parte do seu foco. O vinho escolhido para esta conversa é um Portal das Hortas, castas avesso e arinto, um branco. A enóloga é Lídia Silva. Vinho com cor citrina definida, aspeto cristalino e ligeira bolha; aromas ricos e intensos, citrinos, tropical e floral doce. Na boca apresenta-se fresco, elegante com acidez crocante e envolvente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Desta vez o Cultas e Vinho Verde encerra a temporada num encontro ao vivo, a partir da Casa dos Vinhos Verdes, o Palacete Silva Monteiro, “a casa mais bonita do Porto” como foi tantas vezes considerada. Esta conversa é costurada ao vivo, com plateia, e a convidada de hoje também joga em casa: Maria Gambina, designer de moda. Passei muitos anos a ver as suas criações em desfiles. Maria Gambina é sinónimo de movimento, talvez por isso o streetwear lhe faça tanta justiça, mas antes de criarmos aqui uma conversa fluída e dinâmica, como a sua roupa, o vinho que temos à prova hoje: um Curvos Reserva, casta Avesso, ano 2022. Um vinho de cor palha, com notas de fruta branca de caroço, algumas nuances de fruto maduro. Na boca é complexo, redondo, untuoso e persistente. Madeira bem integrada, proporcionando um final longo, para um início de conversa com mais uma mulher da minha selecção. Eu costumo dizer: castas mas pouco. A casta, como já disse, é avesso e faz todo o sentido para alguém que procura o direito e o avesso no seu trabalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mais um Cultas e Vinho Verde. Em breve estaremos ao vivo, mas hoje mais uma convidada de quem vou seguindo com atenção os passos e os gestos. Felipa Almeida é formada em História de Arte e Estudos Curatoriais. Tem perseguido a arte popular resgatando-a para o presente. Esse diálogo entre passado e os dias de hoje está muito patente no trabalho que vai fazendo e mostrando. Destacaria as feiras temáticas que tem organizado, entre 2020 e 2025, no seu atelier em Campo de Ourique. Nasceram em plena pandemia, como forma de resistência e de apoio a uma comunidade de artistas e artesãos, e foram crescendo até se tornarem um laboratório criativo — um espaço de descoberta, de diálogo e de surpresa. Já vamos mergulhar neste mundo tão particular da Felipa e da importância dos objectos, mas deixem-me apresentar o vinho de hoje. Um Royal Palmeira, loureiro de 2021 e uma garrafa que, por si só, cativa. Mergulhando neste vinho: a cor convive entre o amarelo e o verde, o que antecipa a sua leveza e vivacidade. No nariz, destacam-se suaves notas de frutos tropicais, como o ananás e a líchia. Final prolongado e harmonioso. Perfeito para acompanhamento de saladas, peixes e frutos do mar, além de ser ideal para dias mais quentes. Foto: Matilde TravassosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Olá, mais um Cultas e Vinho Verde com mulheres que admiro e que vou seguindo com atenção. Acompanhamos a conversa com um vinho à prova. Hoje temos um verde branco chamado Tojeira, da Sub-Região de Basto. Um Loureiro de 2022. E a convidada de hoje é uma mulher que persegue e captura a beleza. Há quase um egoísmo nos estetas de se querem ver rodeados dessa beleza A Sónia Taborda é arquitecta de formação e a fundadora e directora artística da Dialogue, uma galeria de arte contemporânea sediada em Marvila, Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A minha convidada de hoje é uma voz da rádio que reconhecemos com facilidade. Ao microfone encontra conforto mas sobretudo cumplicidade. Faz rádio há quase 40 anos, começou cedo, ainda no tempo das rádios piratas. Já a vamos conhecer ou reconhecer melhor. Para acompanhar a nossa conversa de hoje temos um palhete tinto chamado Entusiasta, edição limitada a 799 garrafas. Sandra Fonseca foi a enóloga: um vinho cor de salmão, com notas de frutos vermelhos. Taninos suaves e elegantes, grande complexidade na boca. Castas Pinot Noir,Viosinho. É com este palhete Entusiasta que vamos dar à palheta com a Sofia Morais, voz e rosto de rádio e televisão. De entre as muitas rádios por onde passou, esteve na XFM, Radar, Comercial e está agora na Smooth Fm. Na televisão apresentou o magazine de culto Pop-Off.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A convidada de hoje gosta de falar de comida, gosta de escrever sobre comida e talvez até pareça mais apetitoso dizer isto em inglês: food lover ou food writer ou até food concierge. Já vamos desbravar estes territórios infinitos. Para já anunciar o vinho de hoje: um Fedelho Vinhão Premium de Ponte da Barca. Cor rubi forte, frutos vermelhos e silvestres. Inesperadamente macio e com uma excelente frescura de boca. Bom para acompanhar assados e grelhados. E gente destemida como a Inês Matos Andrade que nasceu no Porto, muito perto da Cervejaria Gazela. Estagiou no jornal Público e trabalhou na Time Out durante cinco anos, primeiro no Porto, depois em Lisboa. Desde pequena que cozinhava com o pai, e nas viagens que fez em família, anotava num diário todas as refeições. Em 2015 deixou o jornalismo para trabalhar na agência de comunicação O Apartamento, onde continua. Foi mãe há um ano e não deixou de continuar a fazer listas infinitas de restaurantes abertos ao domingo, à segunda, baratos, novos. Lembram-se das Páginas Amarelas? A Inês é um bocadinho as Páginas Amarelas da gastronomia, restauração e afins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A convidada desta semana do Cultas e Vinho Verde é a realizadora e actriz, Ana Rocha de Sousa. Com 47 anos, começou por ser actriz mas é sobretudo realizadora. Nascida em Lisboa, licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é mestre em Realização pela London Film School. No Festival Internacional de Cinema de Veneza de 2020 venceu o Leão do Futuro e o Prémio Especial do Júri na secção "Horizontes", pela longa-metragem Listen - a mesma que, um ano depois, venceu os prémios de Melhor Argumento e Melhor Realização nos Prémios Sophia atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. Para acompanhar esta conversa, um Cazas Novas, casta avesso, um branco com uma boa intensidade e concentração aromática, dominado pelas componentes florais e fruta branca, um ligeiro herbáceo fresco ligado à sua juventude; um final vivo e elegante.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Estamos de volta à sub-região de Monção e Melgaço com uma garrafa de Dom Ponciano, espumante feito a partir de uvas da casta Alvarinho, bolha fina, aroma a frutos tropicais, boa acidez e boa frescura. Um Dom Ponciano Extra Bruto, método clássico, vai selar esta conversa com uma mulher que tem uma linguagem visual muito definida, uma artista que navega entre a arquitetura e o design. É ela que cria a primeira identidade de muitos lugares. As montras da Hermès tornaram-se o cartão-de-visita da Joana Astolfi que trabalha com marcas como a Claus, Viúva Lamego, José Avillez ou Pau Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O vinho escolhido para este episódio de Cultas e Vinho Verde é um alvarinho “Vale dos Ares”. Quem já teve tempo para o provar diz que é um vinho intenso com aroma a maracujá, ananás e damasco, com um final de boca persistente e harmonioso. É isso que vamos tentar confirmar ao longo desta conversa com a jornalista Joana Stichini Vilela. Nascida em 1980, publica em vários títulos como o Expresso, a Monocle ou o Observador. A Joana é criadora e co-autora (com o designer gráfico, Pedro Fernandes) da colecção de livros LX 60, 70, 80 e agora 90. Portanto, bem-vindos aos anos '90, década em que os alvarinhos já matavam a boa sede de alguns, sobretudo na região de Monção e Melgaço e de onde vem o nosso vinho de hoje – Vale dos Ares.See omnystudio.com/listener for privacy information.