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Duas mulheres e um copo de vinho. O início perfeito para uma conversa sobre a vida, cultura, histórias e pensamento. Uma seleção de mulheres que deixam rasto, como certos vinhos. Com Inês Meneses.

Mais um Cultas e Vinho Verde. Em breve estaremos ao vivo, mas hoje mais uma convidada de quem vou seguindo com atenção os passos e os gestos. Felipa Almeida é formada em História de Arte e Estudos Curatoriais. Tem perseguido a arte popular resgatando-a para o presente. Esse diálogo entre passado e os dias de hoje está muito patente no trabalho que vai fazendo e mostrando. Destacaria as feiras temáticas que tem organizado, entre 2020 e 2025, no seu atelier em Campo de Ourique. Nasceram em plena pandemia, como forma de resistência e de apoio a uma comunidade de artistas e artesãos, e foram crescendo até se tornarem um laboratório criativo — um espaço de descoberta, de diálogo e de surpresa. Já vamos mergulhar neste mundo tão particular da Felipa e da importância dos objectos, mas deixem-me apresentar o vinho de hoje. Um Royal Palmeira, loureiro de 2021 e uma garrafa que, por si só, cativa. Mergulhando neste vinho: a cor convive entre o amarelo e o verde, o que antecipa a sua leveza e vivacidade. No nariz, destacam-se suaves notas de frutos tropicais, como o ananás e a líchia. Final prolongado e harmonioso. Perfeito para acompanhamento de saladas, peixes e frutos do mar, além de ser ideal para dias mais quentes. Foto: Matilde TravassosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Olá, mais um Cultas e Vinho Verde com mulheres que admiro e que vou seguindo com atenção. Acompanhamos a conversa com um vinho à prova. Hoje temos um verde branco chamado Tojeira, da Sub-Região de Basto. Um Loureiro de 2022. E a convidada de hoje é uma mulher que persegue e captura a beleza. Há quase um egoísmo nos estetas de se querem ver rodeados dessa beleza A Sónia Taborda é arquitecta de formação e a fundadora e directora artística da Dialogue, uma galeria de arte contemporânea sediada em Marvila, Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A minha convidada de hoje é uma voz da rádio que reconhecemos com facilidade. Ao microfone encontra conforto mas sobretudo cumplicidade. Faz rádio há quase 40 anos, começou cedo, ainda no tempo das rádios piratas. Já a vamos conhecer ou reconhecer melhor. Para acompanhar a nossa conversa de hoje temos um palhete tinto chamado Entusiasta, edição limitada a 799 garrafas. Sandra Fonseca foi a enóloga: um vinho cor de salmão, com notas de frutos vermelhos. Taninos suaves e elegantes, grande complexidade na boca. Castas Pinot Noir,Viosinho. É com este palhete Entusiasta que vamos dar à palheta com a Sofia Morais, voz e rosto de rádio e televisão. De entre as muitas rádios por onde passou, esteve na XFM, Radar, Comercial e está agora na Smooth Fm. Na televisão apresentou o magazine de culto Pop-Off.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A convidada de hoje gosta de falar de comida, gosta de escrever sobre comida e talvez até pareça mais apetitoso dizer isto em inglês: food lover ou food writer ou até food concierge. Já vamos desbravar estes territórios infinitos. Para já anunciar o vinho de hoje: um Fedelho Vinhão Premium de Ponte da Barca. Cor rubi forte, frutos vermelhos e silvestres. Inesperadamente macio e com uma excelente frescura de boca. Bom para acompanhar assados e grelhados. E gente destemida como a Inês Matos Andrade que nasceu no Porto, muito perto da Cervejaria Gazela. Estagiou no jornal Público e trabalhou na Time Out durante cinco anos, primeiro no Porto, depois em Lisboa. Desde pequena que cozinhava com o pai, e nas viagens que fez em família, anotava num diário todas as refeições. Em 2015 deixou o jornalismo para trabalhar na agência de comunicação O Apartamento, onde continua. Foi mãe há um ano e não deixou de continuar a fazer listas infinitas de restaurantes abertos ao domingo, à segunda, baratos, novos. Lembram-se das Páginas Amarelas? A Inês é um bocadinho as Páginas Amarelas da gastronomia, restauração e afins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A convidada desta semana do Cultas e Vinho Verde é a realizadora e actriz, Ana Rocha de Sousa. Com 47 anos, começou por ser actriz mas é sobretudo realizadora. Nascida em Lisboa, licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é mestre em Realização pela London Film School. No Festival Internacional de Cinema de Veneza de 2020 venceu o Leão do Futuro e o Prémio Especial do Júri na secção "Horizontes", pela longa-metragem Listen - a mesma que, um ano depois, venceu os prémios de Melhor Argumento e Melhor Realização nos Prémios Sophia atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. Para acompanhar esta conversa, um Cazas Novas, casta avesso, um branco com uma boa intensidade e concentração aromática, dominado pelas componentes florais e fruta branca, um ligeiro herbáceo fresco ligado à sua juventude; um final vivo e elegante.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Estamos de volta à sub-região de Monção e Melgaço com uma garrafa de Dom Ponciano, espumante feito a partir de uvas da casta Alvarinho, bolha fina, aroma a frutos tropicais, boa acidez e boa frescura. Um Dom Ponciano Extra Bruto, método clássico, vai selar esta conversa com uma mulher que tem uma linguagem visual muito definida, uma artista que navega entre a arquitetura e o design. É ela que cria a primeira identidade de muitos lugares. As montras da Hermès tornaram-se o cartão-de-visita da Joana Astolfi que trabalha com marcas como a Claus, Viúva Lamego, José Avillez ou Pau Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O vinho escolhido para este episódio de Cultas e Vinho Verde é um alvarinho “Vale dos Ares”. Quem já teve tempo para o provar diz que é um vinho intenso com aroma a maracujá, ananás e damasco, com um final de boca persistente e harmonioso. É isso que vamos tentar confirmar ao longo desta conversa com a jornalista Joana Stichini Vilela. Nascida em 1980, publica em vários títulos como o Expresso, a Monocle ou o Observador. A Joana é criadora e co-autora (com o designer gráfico, Pedro Fernandes) da colecção de livros LX 60, 70, 80 e agora 90. Portanto, bem-vindos aos anos '90, década em que os alvarinhos já matavam a boa sede de alguns, sobretudo na região de Monção e Melgaço e de onde vem o nosso vinho de hoje – Vale dos Ares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Hoje aqui em cima da mesa, dois copos e uma garrafa de Landcraft, um vinho branco feito a partir da casta Loureiro, do Vale do Lima. Cor amarela palha, com notas cítricas maduras e florais, conjugadas com ligeiras nuances de fruta exótica. Na boca revela uma acidez irreverente, textura média e final longo. Margarida Campelo, a minha convidada de hoje nasceu e vive entre a música. Aliás quis fazer música desde cedo. Ouvir a mãe, Isabel, a cantar deve ter reforçado esta vontade. Formou-se em Canto Lírico, no Conservatório Nacional, e em Piano Jazz no Hot Clube de Portugal e na Escola Superior de Música de Lisboa. A Margarida dá aulas na escola do Hot Clube de Portugal e toca com várias bandas por todo o país e, às vezes, pelo mundo fora. Mas a Margarida tem também uma carreira a solo, uma voz linda e não toca só piano. É um desembaraço em palco. Editou em 2023 o álbum Supermarket Joy, fez uma versão muito dançável de um tema de Ágata “Mexe-te mais um pouco” e passou pelo Festival da Canção em 2025 com o tema “Eu sei que o amor”. Tem agora um single novo “Musa de Improviso”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nova temporada de Cultas e Vinho Verde no PÚBLICO. Uma conversa com mulheres que admiro; muitas perguntas e outras tantas respostas (não somos mulheres de ficar sem resposta) enquanto o vinho não perde frescura no copo e espera um brinde, lá mais para o final. Hoje temos um verde rosé da Adega Cooperativa de Ponte da Barca, castas Borraçal, Vinhão e Espadeiro Mole. Um vinho leve, com notas de framboesa, groselha e morangos. Quem inaugura esta nova temporada é a Cláudia Semedo; actriz, jornalista, comunicadora. A Cláudia fez muito teatro, cinema e televisão e está também na rádio. Nasceu em 1983, cresceu num meio diverso e plural e essa diversidade e inclusão estão muito presentes no seu dia-a-dia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chegamos ao fim de mais uma temporada e com música para os nossos ouvidos: hoje com a pianista Joana Gama; nasceu em Braga em 1983, aos 5 anos já estava no conservatório de Braga a estudar música. Estudou ballet também. A relação com a dança mantém-se até hoje. Volta sempre a Satie e a John Cage. Com Luís Fernandes, com quem colabora habitualmente, editou o álbum Strata em 2025 e já deste ano com Ivan Vukosavljevic´, compositor sérvio, lançou “A Mind in the Heart”. Lê muito, e tem-se aproximado cada vez mais da natureza, estudando-a também. Editou o livro Pássaros e Cogumelos, ou como a partir da natureza temos resposta para as nossas angústias em geral. Para esta conversa, abrimos um Terrunho, Notas Soltas, do produtor José Domingues. Um verde tinto de Monção. “Aroma a bagas silvestres, com notas mais evidentes a mirtilo e framboesas. A boca é rica nestes sabores frutados, com uma nuance vegetal a fazer lembrar violetas. Harmoniza com peixe grelhado ou assado, carnes magras, tapas ou até mesmo a solo.” A solo ou acompanhada, Joana Gama senta-se ao piano e às vezes o piano até é de brincarSee omnystudio.com/listener for privacy information.