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A semana foi novamente marcada por um ambiente externo sensível ao conflito entre EUA e Irã, ainda com reflexos importantes sobre o petróleo, os juros internacionais e o apetite por risco. O barril brent permaneceu em patamar elevado, entre US$ 105 e US$ 110 o barril, mantendo no radar dos investidores os possíveis efeitos sobre inflação, energia e custos de produção. Apesar disso, no decorrer da semana houve algum alívio nos mercados, em meio à percepção de que um acordo entre Estados Unidos e Irã pode estar mais próximo. Esse movimento favoreceu as bolsas e os títulos do governo americano, ainda que o petróleo tenha seguido pressionado. No mercado doméstico, os ativos locais apresentaram leve correção, com o Ibovespa recuando cerca de 0,85% no acumulado da semana. O movimento reflete, em parte, a percepção de uma economia ainda resiliente, mas com pressões inflacionárias persistentes. Além disso, a realização de lucros por parte do investidor estrangeiro também contribuiu para o desempenho mais fraco da bolsa brasileira. Acerca das nossas projeções para o final de 2026, como avaliamos que os movimentos observados no mercado ao longo da semana já estavam, em grande parte, incorporados às expectativas, não ocorreram modificações. Desta forma, seguimos com os prognósticos para o IPCA em 4,79% e IGP-M em 5,34%. Para o PIB, mantemos a expectativa de um crescimento de 1,9%. Já para a Taxa Selic meta, esta deve encerrar o período em 13,25% ao ano.

Começamos esta sexta-feira com um cenário mais otimista no exterior, com bolsas e títulos da dívida americana em alta, com uma leitura de que as tensões no Oriente Médio podem se acomodar. No Brasil, o fiscal surpreende positivamente, mas o custo da dívida segue elevado. O petróleo opera abaixo de US$105 dólares o barril, mas ainda em patamar elevado, enquanto o dólar é cotado em R$ 5. Por fim, fique de olho hoje nos dados de confiança do consumidor nos EUA e na atuação do Banco Central aqui no câmbio.

E iniciamos esta quinta-feira com os mercados acompanhando um ambiente mais equilibrado, em meio a sinais mistos de desaceleração da inflação global e perda de tração da atividade, sobretudo na Europa, o que mantém os investidores em compasso de espera. Nos Estados Unidos, a ata do comitê de crédito do Federal Reserve trouxe um tom cauteloso, destacando que a convergência da inflação para a meta de 2% deve ocorrer de forma mais lenta do que o esperado anteriormente. Apesar de um mercado de trabalho ainda relativamente estável, começam a surgir sinais de moderação, o que reforça a leitura de que os juros devem permanecer elevados por mais tempo, com menor espaço para cortes no curto prazo.

Iniciamos esta quarta-feira com os mercados exibindo um tom mais ameno, sustentados por um ambiente externo um pouco mais benigno e pela recente acomodação nos preços de energia, o que ajuda a reduzir parte das preocupações de curto prazo com inflação global. O cenário doméstico segue marcado por novas medidas de estímulo, como a linha de crédito de aproximadamente R$ 30 bilhões. Em conjunto com um exterior um pouco mais favorável, esse quadro pode abrir espaço para uma recuperação gradual dos ativos locais, embora a trajetória à frente siga dependente da evolução das expectativas de inflação, da condução da política monetária e de avanços na redução das incertezas fiscais e institucionais.

Começamos esta terça-feira com os mercados pouco refletindo o novo aumento das tensões na guerra entre Estados Unidos e Irã que ocorrera entre ontem e hoje. O preço do petróleo permanece em patamar elevado, próximo a US$ 110 o barril, o que contribui para leve alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e valorização do dólar frente às outras moedas globais, evidenciado pelo índice do dólar, o DXY, ao passo que os mercados acionários registram queda moderada. Na agenda econômica, teremos os pronunciamentos de autoridades monetárias tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Já o dólar frente ao real é cotado em leve alta, aos R$5,02.

A semana começou com a divulgação do Boletim Focus, a principal sondagem brasileira acerca das expectativas do mercado realizada pelo Banco Central, do IGP-10 e do IBC-br. Na terça, teremos apenas o IPC-FIPE. Já na quarta-feira, teremos a segunda prévia do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor da Zona do Euro e a ata do FOMC acerca da decisão de juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos. Na quinta, teremos tanto o PMI composto quanto a confiança do consumidor na Zona do Euro. Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio desemprego e o PMI composto. Por fim, na sexta-feira teremos a confiança do consumidor dos Estados Unidos.

Começamos esta segunda-feira com os mercados refletindo um novo incremento nas tensões no Oriente Médio e a percepção de que a reabertura do Estreito de Ormuz não fora uma prioridade na reunião entre a nação norte-americana e a China. O petróleo novamente opera acima do patamar de US$110 o barril. Já o dólar é cotado em queda, mas ainda em patamar elevado, cotado aos R$5,03.

Nesta semana, os mercados globais seguiram operando em um ambiente de forte incerteza, ainda acerca do impacto do choque de energia associado às tensões no Oriente Médio e a quebra de expectativas de possíveis acordos para o encerramento do conflito. Dita conjuntura resultou em uma reorganização das projeções e precificações do mercado devido aos desdobramentos sobre a inflação e política monetária global. A manutenção dos elevados patamares dos preços das commodities ampliou as preocupações inflacionárias e reforçou a percepção de que os processos de flexibilização monetária nas principais economias ocorrerão de forma mais gradual ou até mesmo cheguem à uma pausa temporária. O barril de petróleo retornou ao patamar de US$110, enquanto o dólar operou em forte alta, cotado aos R$5,07. Acerca das nossas projeções para o final de 2026, não ocorreram modificações. Desta forma, seguimos com os prognósticos para o IPCA em 4,79% e IGP-M em 5,34%. Para o PIB, mantemos a expectativa de um crescimento de 1,9%. Já para a Taxa Selic meta, esta deve encerrar o período em 13,25% ao ano.

Começamos esta sexta-feira com os mercados reorganizando as suas expectativas de forma negativa devido ao fato de que aparentemente a situação do Estreito de Ormuz não fora uma prioridade a ser debatida na reunião entre Estados Unidos e China, o que gera um prognóstico de que o conflito no Oriente Médio pode se alongar por mais tempo do que o projetado. Desta forma, ampliou-se as preocupações com a inflação devido à nova elevação dos preços do petróleo, que retornou ao patamar de US$110 o barril, pressionando as taxas de juros internacionais. Na agenda econômica, será divulgada ainda hoje a produção industrial dos Estados Unidos. Já o dólar opera em alta, aos R$5,02.

Iniciamos esta quinta-feira com os mercados refletindo a aparente bem-sucedida reunião entre Estados Unidos e China, com possíveis reduções de tensões comerciais. Dito evento vem tirando o foco antes colocado no conflito do Oriente Médio. Observa-se a continuidade do bom desempenho das ações de tecnologia, enquanto os preços do petróleo permanecem relativamente estáveis, perto dos US$105 o barril. As taxas de juros dos títulos do Tesouro norte-americano apresentam pouca variação, em um ambiente de expectativas de desaceleração do consumo. Já o dólar, segue por volta dos R$5, após a forte alta na data de ontem.